Há muito tempo atrás Deus usou um servo chamado Moisés para libertar o seu povo, Israel, das mãos de faraó e para levá-lo para a terra prometida. Nesse ínterim muitas coisas aconteceram, mas não quero me deter a elas agora. Quando Moisés morreu, Josué assumiu o seu lugar de líder e encaminhou o povo para a terra prometida. Neste período o povo prestava culto ao SENHOR. Quando Josué morreu o povo de Deus saiu para ocupar a terra, cada um a sua herança. Depois que toda esta geração morreu, surgiu uma nova geração que não conhecia o SENHOR e o que ele havia feito por Israel.
Eles abandonaram o SENHOR, o Deus dos seus antepassados, que os havia tirado do Egito, e seguiram e adoraram vários deuses dos povos ao seu redor, provocando a ira do SENHOR. Abandonaram o SENHOR e prestaram culto a Baal e a Astarote. Com isso, Deus se irou com eles os entregou nas mãos de invasores que os saquearam. Ele os entregou aos inimigos ao seu redor, aos quais já não conseguiam resistir. Sempre que os israelitas saíam para a batalha, a mão do SENHOR era contra eles para derrotá-los, conforme lhes havia advertido e jurado. Grande angústia os dominava.
Então o SENHOR levantou juízes, que os libertaram das mãos daqueles que os atacavam. Mesmo assim eles não quiseram ouvir os juízes, antes se prostituíram com outros deuses e os adoraram. Ao contrário dos seus antepassados, logo se desviaram do caminho pelo qual os seus antepassados tinham andado, o caminho da obediência aos mandamentos do SENHOR.
Sempre que o SENHOR lhes levantava um juiz, ele estava com o juiz e os salvava das mãos de seus inimigos enquanto o juiz vivia; pois o SENHOR tinha misericórdia por causa dos gemidos deles diante daqueles que os oprimiam e os afligiam.
No passar do tempo, Deus sempre enviou o socorro para o seu povo. Entre os juízes posso mencionar Otoniel, Eúde, Sangar e o famoso Sansão. Uma das coisas que mais me chamam atenção é a seqüência de fatos que se repetem até mais da metade do livro de Juízes:
1. Os israelitas fazem o que o SENHOR reprova;
2. Os israelitas são entregues nas mãos dos inimigos;
3. Os israelitas clamam a Deus;
4. Deus lhes envia o libertador.
Na nossa vida cristã todos nós estamos sujeitos a quedas, deslizes, erros, falhas e desvios. Devemos sempre nos apresentar a Deus como aprovado, como um servo que não tem nada do que se envergonhar. Devemos estar sempre firmes na rocha inabalável, que é Cristo, confiando no Espírito Santo que nos ajuda em nossas fraquezas.
Porém pode acontecer de a nós nos perdemos no caminho. Às vezes ouvimos muitas outras vozes no lugar de ouvir a voz de Deus. Entramos pela porta larga por pura precipitação. Pecamos pois vemos que outros estão pecando também. Falamos dos erros dos outros sem perceber que caímos na mesma falha. Não perdoamos os outros achando que a nossa justiça própria vale alguma coisa diante de Deus. E simplesmente caímos na tristeza por termos nos entregado para coisas que pareciam ser bênçãos divinas, mas que eram armadilhas do Diabo.
Se por acaso você cometer deslizes durante a caminhada, se levante, fale com Deus, conte para ele a sua vida (por mais que ele já saiba de tudo ele quer te ouvir), clame a Deus por socorro. Se estiver sem forças pelo menos comece, pois não sabemos como orar, mas o próprio Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis (Romanos 8. 26).
Em resposta ao nosso clamor quando nós confessamos nossos pecados e dificuldades, ele pode nos ajudar, nos dar idéias de como vencer, meios para se desviar dos maus caminhos e força para continuar. Sem falar que ele já nos enviou Jesus, o nosso libertador...
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